Quem foi Zilda Paim
MEMÓRIA E CULTURA DO RECÔNCAVO
Uma vida dedicada à educação e à memória de sua terra
Educadora, pesquisadora, escritora e artista, Zilda Paim fez da história e das tradições de Santo Amaro uma dedicação de vida. Seu nome identifica nossa Biblioteca e aproxima o espaço universitário dos saberes e das memórias do Recôncavo Baiano.
Quem foi Zilda Paim
Nascida em Santo Amaro da Purificação, em 3 de agosto de 1919, Zilda Paim atuou como professora, historiadora, folclorista, pintora e vereadora de sua cidade natal. Sua trajetória reuniu educação, pesquisa e participação na vida cultural santamarense.
Ao longo de décadas, reuniu documentos, fotografias, jornais e depoimentos sobre a história local. Compartilhou esse conhecimento com estudantes, pesquisadores e moradores, tornando-se uma referência para quem buscava compreender a cidade e suas manifestações culturais.
Um legado que permanece
Sua atuação esteve ligada à preservação das tradições populares, especialmente do maculelê. Nos livros Relicário Popular e Isto é Santo Amaro, registrou aspectos da cultura e da memória de sua terra.
Esse olhar também aparece em sua produção artística. O Acervo da Laje, em Salvador, conserva pinturas de Zilda Paim que retratam festas e manifestações populares, como o São João e o Bumba Meu Boi.
MEMÓRIA E TRAJETÓRIA
Zilda Paim em suas próprias palavras
Em entrevista à revista Muito, do jornal A Tarde, publicada em 26 de dezembro de 2010, Zilda Paim compartilhou lembranças de sua trajetória como educadora e de sua relação com Santo Amaro.
“Sei quantas pedras tem em Santo Amaro”
Zilda Paim, em entrevista à revista Muito, 26 de dezembro de 2010.
Na conversa com o jornalista Marcos Dias, ela contou que iniciou sua atuação docente com uma escola em casa, a Escola São João, e que também criou um curso noturno para trabalhadoras domésticas. Esses relatos ajudam a compreender sua dedicação à educação e sua participação na vida da cidade.
A entrevista permite conhecer aspectos de sua trajetória por meio de suas próprias lembranças. As páginas da publicação foram reproduzidas pelo blog Antiguinho, em 11 de agosto de 2018.
Consultar a entrevista de 2010 no blog Antiguinho
Publicação original: revista Muito, jornal A Tarde, 26 de dezembro de 2010. Entrevista: Marcos Dias. Fotografias da publicação original: Fernando Vivas.
Fonte consultada: postagem “Dona Zilda Paim. Uma incrível mulher”, do blog Antiguinho, publicada em 11 de agosto de 2018.
Por que nossa Biblioteca leva seu nome?
A denominação Biblioteca Universitária Zilda Paim integra o projeto da direção do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT/UFRB) de homenagear personalidades santamarenses nos espaços do Pavilhão de Aulas.
Ao reconhecer sua trajetória, a Biblioteca reafirma o compromisso com a educação, a preservação da memória e o diálogo entre o conhecimento acadêmico e os saberes populares. A homenagem aproxima sua missão cotidiana — apoiar o estudo, a pesquisa e o acesso à informação — do legado de quem dedicou a vida a conhecer e compartilhar a história do Recôncavo.
Fontes e leituras complementares
- Biblioteca do CECULT ganha novo nome e identidade visual — UFRB. Contexto institucional da homenagem e pesquisa sobre Zilda Paim.
- A memória da minha cidade — Jorge Portugal, reproduzido em Jeito Baiano, 17 ago. 2009. Relato sobre a educadora e sua contribuição à memória santamarense.
- Coleção Zilda Paim — Acervo da Laje. Registro de sua produção artística.
Texto, pesquisa e curadoria editorial: Lorena Araujo Hirsch. Biblioteca Universitária Zilda Paim — CECULT/UFRB.
Como citar: HIRSCH, Lorena Araujo. Quem foi Zilda Paim. Biblioteca Universitária Zilda Paim — CECULT/UFRB, 2026.

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