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Repercurssão

Cinco matérias da Biblioteca Zilda Paim ultrapassam 2,2 milhões de acessos e alcançam instituições de todo o país

Biblioteca Universitária Zilda Paim · CECULT/UFRB

Uma matéria publicada por uma biblioteca universitária pode chegar aonde? À tela de um estudante que prepara um trabalho, à bibliografia de uma pesquisa, à sala de aula, a uma prova de vestibular e até à pauta de um grande veículo de comunicação.

Foi esse o caminho percorrido por conteúdos produzidos pela Biblioteca Universitária Zilda Paim, do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (CECULT/UFRB).

Até 17 de setembro de 2026, apenas as cinco matérias mais acessadas do site somavam 2.220.556 acessos. Esse número corresponde a um recorte de uma produção mais ampla: a Biblioteca publica diversos conteúdos sobre cultura, história, literatura, ciência e questões sociais. As cinco líderes de acesso e as duas outras publicações apresentadas ao final desta matéria são exemplos desse trabalho, não a sua totalidade.

A circulação ultrapassou os limites da comunidade acadêmica: os textos foram citados, adaptados ou indicados por veículos de comunicação, trabalhos acadêmicos, materiais de ensino, portais institucionais e processos seletivos.

Mais do que um resultado numérico, essa presença revela uma dimensão essencial do trabalho da Biblioteca: pesquisar, organizar e compartilhar informações de interesse público, fazendo do ambiente digital um espaço de formação, descoberta e diálogo com a sociedade.

2.220.556 acessos acumulados somente pelas cinco matérias mais lidas

Dados do gerenciador do site registrados em 17 de setembro de 2026. São acessos às páginas, não necessariamente pessoas ou visitantes únicos. Não incluem as demais publicações do site.

As cinco matérias mais acessadas

Cinco matérias, muitos caminhos

História, cultura, literatura, relações de gênero e diversidade formam o percurso das publicações que mais atraíram leitores. Conheça os conteúdos e alguns dos espaços aos quais eles chegaram.

As imagens são capturas das fontes consultadas. Selecione uma imagem para acessar a publicação original ou use o link abaixo dela para ampliar a captura. As legendas descrevem o registro apresentado.

01 · Entre as cinco mais acessadas

A origem do Carnaval

644.601 acessos

Muito além dos desfiles, blocos e fantasias, o Carnaval reúne diferentes tradições e influências culturais. A matéria percorre transformações da festa e convida o leitor a descobrir como ela ganhou formas próprias no Brasil.

Leia A origem do Carnaval

Da história da festa às pautas da imprensa: o conteúdo foi utilizado como fonte pela National Geographic Brasil e pela CNN Brasil. As reportagens remetem à publicação da Biblioteca ao explicar aspectos da formação do Carnaval brasileiro.

Captura da reportagem da National Geographic com referência à matéria A origem do Carnaval, da Biblioteca do CECULT/UFRB.
National Geographic BrasilA reportagem sobre cinco aspectos da história do Carnaval identifica a matéria da Biblioteca como fonte ao tratar da origem dos blocos. Ampliar captura da National Geographic sobre Carnaval
Captura da CNN Brasil com atribuição explícita ao artigo A Origem do Carnaval, da UFRB.
CNN BrasilA reportagem sobre a origem e a popularização do Carnaval menciona o artigo da UFRB ao abordar o entrudo. Ampliar captura da CNN Brasil

A circulação também alcançou a pesquisa. O artigo Além do brilho e das cores: uma análise do Carnaval na Marquês de Sapucaí como atrativo turístico cultural, de Daiane Estácio da Silva Tavares, publicado em Cadernos CERU, no Portal de Revistas da USP, inclui a matéria nas referências. O endereço da publicação aparece ainda na bibliografia do TCC ERER na avenida: a construção do samba-enredo e o ensino de história no Carnaval brasileiro, de Andressa Barbosa Silveira, da UFRGS.

02 · Entre as cinco mais acessadas

Tereza de Benguela

635.394 acessos

A trajetória de uma liderança negra do Brasil colonial revela uma história de resistência, organização política e luta pela liberdade. O texto recupera a memória de Tereza de Benguela e sua atuação à frente do Quilombo do Quariterê.

Leia Tereza de Benguela

A matéria chegou a uma prova de ingresso na universidade: um trecho adaptado foi utilizado na questão 55 do Vestibular Estadual 2023 da UERJ (PDF), que aborda o reconhecimento de protagonistas da história brasileira. Também foi citada em reportagem da National Geographic Brasil sobre a importância de Tereza para a história das mulheres negras.

Questão 55 da UERJ, com texto adaptado da Biblioteca sobre Tereza de Benguela e indicação da UFRB como fonte.
UERJ · Vestibular Estadual 2023Questão 55 de História: trecho adaptado da matéria, indicação da fonte e pergunta sobre a valorização de protagonistas plurais. Questão disponibilizada no portal oficial da Revista Eletrônica do Vestibular da UERJ. Ampliar captura da questão 55 da UERJ
Trecho da reportagem da National Geographic sobre Tereza de Benguela com menção à Biblioteca do CECULT/UFRB.
National Geographic BrasilA reportagem sobre Tereza de Benguela cita a Biblioteca do CECULT/UFRB ao apresentar aspectos de sua trajetória e liderança. Ampliar captura da reportagem sobre Tereza

No campo acadêmico, a publicação integra as referências do artigo Princesas e rainhas pretas, de Alberto Magno Perdigão, publicado na Revista Internacional de Folkcomunicação, da UEPG. O trabalho analisa representações de mulheres negras na literatura de cordel.

03 · Entre as cinco mais acessadas

Medusa: violência, injustiça e a cultura do estupro

446.896 acessos

O que uma narrativa mitológica pode revelar sobre questões do presente? A matéria revisita o mito de Medusa para discutir violência, injustiça e responsabilização da vítima, aproximando literatura, arte e debate social.

Leia Medusa: violência, injustiça e a cultura do estupro

Na UNIDAVI, o texto aparece no TCC Crime de estupro: análise da culpabilidade imputada pela sociedade à vítima mulher e suas consequências (PDF), de Larissa de Fatima Costa Ramos. A nota 234, na página 70, remete à matéria na discussão sobre a escultura de Medusa de Luciano Garbati; a referência bibliográfica é registrada na página 90.

Página 70 do TCC de Larissa Ramos, com nota 234 remetendo à matéria da Biblioteca sobre Medusa.
UNIDAVI · Uso no texto do TCCPágina 70: a nota 234 identifica a matéria da Biblioteca como fonte no trecho sobre a representação de Medusa na escultura de Luciano Garbati. Ampliar página 70 do TCC da UNIDAVI
Página 90 do mesmo TCC da UNIDAVI, mostrando a referência bibliográfica da matéria sobre Medusa.
UNIDAVI · Referência bibliográficaPágina 90: registro da matéria na bibliografia. Esta imagem e a anterior documentam o mesmo TCC, em dois pontos diferentes. Ampliar página 90 do TCC da UNIDAVI

O tema também dialogou com outra área de formação. No TCC O stylist e a construção da imagem da artista: uma análise das aparências que (re)criaram Karol Conká após o BBB21, de Isadora Xavier da Silva, do curso de Moda da UFJF, uma nota remete à publicação da Biblioteca ao abordar a figura de Medusa.

04 · Entre as cinco mais acessadas

A cultura dos povos originários do Brasil

269.678 acessos

Povos, línguas, conhecimentos e modos de vida não cabem em uma única identidade. A matéria apresenta aspectos da diversidade cultural indígena e convida a questionar visões que apagam as diferenças entre os povos originários.

Leia A cultura dos povos originários do Brasil

A publicação tornou-se referência no artigo Adornos e Miçangas: Identidade Ancestral no Artesanato Indígena Brasileiro, do Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), que aborda os sentidos culturais dos adornos. Também foi indicada como recurso na sequência didática A arte em sua diversidade, da Palavras Educação.

Página do CRAB/Sebrae com a referência HIRSCH, Lorena Araujo, A cultura dos povos originários do Brasil, e o endereço da Biblioteca.
CRAB/Sebrae · Artesanato e identidadeA bibliografia do artigo sobre adornos e miçangas registra o nome da autora, o título da matéria e o endereço da Biblioteca. Ampliar captura da referência no CRAB/Sebrae
Sequência didática A arte em sua diversidade, da Palavras Educação, com o link da matéria entre os sites sugeridos.
Palavras Educação · Recurso de ensinoNa etapa sobre cultura e identidade, a matéria aparece entre os sites sugeridos para a sequência didática voltada ao Ensino Médio. Ampliar captura da Palavras Educação

05 · Entre as cinco mais acessadas

Conheça a história por trás da criação de Frankenstein

223.987 acessos

Como uma jovem escritora criou uma obra que continua a provocar leitores dois séculos depois? A matéria apresenta Mary Shelley, o contexto de criação de Frankenstein e questões que aproximam literatura, ciência e sociedade.

Leia Conheça a história por trás da criação de Frankenstein

O texto foi adaptado em um E-book do 1º ano do Ensino Médio, disponível no Calaméo, publicado pelo perfil Propostas Pedagógicas. O material identifica a UFRB como fonte e acompanha a leitura com atividades sobre a escritora, seu contexto e a criação literária. A captura abaixo mostra o material didático e seu uso educacional.

Composição com visão das páginas 116 e 117 do material didático e detalhe ampliado da linha de fonte com o endereço da matéria da Biblioteca no site da UFRB.
Material didático · páginas 116–117 e fonte da UFRBComposição com a visão do conjunto das páginas 116–117 e um recorte ampliado da linha “Fonte:”, onde aparece o endereço da matéria da Biblioteca no site da UFRB. Ampliar captura do material didático e da fonte

Do site para outros espaços de conhecimento

A circulação não se restringiu aos exemplos anteriores. A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) inclui a publicação sobre Tereza de Benguela entre as fontes de um texto da série dedicada a mulheres negras brasileiras. Já a Câmara Municipal de Caxias do Sul recomenda sua leitura em notícia sobre uma exposição dedicada à liderança quilombola.

Na Sala de Situação de Saúde da UnB, a matéria sobre Carnaval aparece nas referências de um conteúdo sobre alimentação durante a festa. São caminhos distintos — memória, cultura, saúde e formação — que aproximam os conteúdos da Biblioteca de novos públicos.

Além das cinco: música, ensino e a origem das festas juninas

O alcance acadêmico e educacional também está presente em outras publicações. Dois exemplos mostram como temas do cotidiano podem abrir novas possibilidades de aprendizagem.

Importante: as duas publicações a seguir não integram o total de 2.220.556 acessos nem o ranking das cinco mais lidas. Aparecem aqui por registrarem circulação em contextos de ensino e pesquisa.

Os benefícios cientificamente comprovados da música para estudar e trabalhar

O que muda quando a música acompanha uma tarefa que exige atenção, criatividade ou concentração? A matéria apresenta pesquisas sobre essa relação e convida o leitor a considerar como o som pode interagir com o estudo e o trabalho.

No plano de ensino de Educação Física do Colégio Estadual Professor Justiniano de Melo e Silva, em Poço Redondo, disponibilizado no portal da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe, aparecem os links da matéria e da playlist no Spotify. Os registros de aulas também mencionam o incentivo à escuta de uma seleção musical durante atividades teóricas.

Composição com a identificação do Colégio Estadual Professor Justiniano de Melo e Silva e destaque do trecho de referências em que aparecem os links da playlist e da matéria da Biblioteca.
Sergipe · Plano de Ensino de Educação FísicaComposição de recortes da página original: identificação do colégio e destaque do trecho de referências em que aparecem os links da playlist e da matéria da Biblioteca. Ampliar captura do plano de ensino

É um exemplo que vai além da indicação de leitura: o documento aproxima o conteúdo informativo e o recurso musical de uma proposta de ensino.

Leia a matéria sobre música, estudo e trabalho

A publicação também integra as referências do TCC Educação inclusiva: a função educativa da música na sala de aula (PDF), de Giulia Cabral de Menezes Mello, da PUC-SP. O trabalho discute o papel educativo da música em uma perspectiva de inclusão, levando o tema para o debate sobre práticas de sala de aula.

Cultura em diálogo com a astronomia

A origem das festividades juninas

Antes de se tornarem as celebrações que conhecemos hoje, as festas juninas percorreram caminhos ligados às estações do ano, à agricultura e à religiosidade. A matéria convida a olhar para essas origens e para suas transformações culturais.

Essa abordagem encontrou espaço no texto Festas Juninas e o solstício de verão (PDF), de Camila Sales, identificada no boletim como vinculada à ECA-USP. Publicado na edição de junho de 2025 de Dia e Noite com as Estrelas, disponível no portal do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG/USP), o texto relaciona as festividades aos ciclos sazonais e às tradições agrícolas.

Texto Festas Juninas e o solstício de verão, de Camila Sales, na página 3 do boletim, e referência à matéria A origem das festividades juninas na página 8.
Dia e Noite com as Estrelas · Junho de 2025Composição de recortes do boletim: texto Festas Juninas e o solstício de verão (página 3) e referência à matéria da Biblioteca (página 8). Documento disponível no portal do IAG/USP. Ampliar captura do texto sobre solstício e da referência

O destaque está justamente nesse encontro: a matéria da Biblioteca figura nas referências de um conteúdo que vai além da descrição do São João e explora as relações entre astronomia, cultura e a origem das celebrações.

Leia A origem das festividades juninas

Quando o conhecimento circula, a Biblioteca chega mais longe

Uma biblioteca universitária não se limita ao espaço físico nem à organização de acervos. Ela aproxima pessoas da informação, estimula a leitura, apoia a formação acadêmica e cria pontes entre a universidade e a sociedade.

Ao produzir e disponibilizar conteúdos de interesse cultural, histórico, científico e social, a Biblioteca Universitária Zilda Paim amplia o acesso ao conhecimento e fortalece a atuação pública do CECULT e da UFRB. Cada leitura, referência e novo uso mostra como o saber compartilhado pode alcançar diferentes públicos e ganhar novos sentidos.

Esse alcance é motivo de orgulho para a comunidade acadêmica do CECULT: conhecimento produzido no Recôncavo, colocado em circulação e multiplicado em diferentes espaços do Brasil.

Continue acompanhando o site da Biblioteca Universitária Zilda Paim e nossos perfis no Instagram e no Facebook. Descubra novas publicações, serviços, projetos e ações que aproximam a comunidade da leitura e do conhecimento.

Produção editorial: Biblioteca Universitária Zilda Paim — CECULT/UFRB.

Concepção das pautas, definição dos temas, pesquisa e redação original das matérias destacadas: Lorena Araujo Hirsch.

Texto, pesquisa e curadoria editorial desta matéria: Lorena Araujo Hirsch — atuação na produção e divulgação de conteúdos da Biblioteca. Levantamento da repercussão e elaboração desta matéria de divulgação com assistência de inteligência artificial, sob revisão e responsabilidade editorial da autora.

Revisão editorial: José Raimundo Paim — leitura e sugestões pontuais incorporadas à versão final pela autora.

Sobre os registros: os números correspondem ao levantamento de 17 de setembro de 2026. Os exemplos e as capturas representam parte da circulação identificada. As fontes externas podem ser atualizadas após a captura. Os recortes reunidos estão identificados nas legendas; textos e imagens permanecem atribuídos a seus respectivos autores e veículos.

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