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História do parto por “cesariana”

Você sabia que as cesáreas modernas foram inventadas por mulheres africanas - séculos antes de serem padronizadas em outros lugares? 

Parto Cesariana

Cesariana realizada com sucesso por curandeiros indígenas em Kahura, Uganda.

Parteiras e cirurgiões que moravam em volta do Lago Tanganica e do Lago Vitória aperfeiçoaram o procedimento há centenas de anos. Quando um bebê não podia nascer por via vaginal, essas parteiras sedavam a mãe em trabalho de parto usando grandes quantidades de vinho de banana. Eles amarravam a mãe à cama por segurança, esterilizavam uma faca usando calor e faziam a incisão, agindo rapidamente como uma equipe para evitar a perda excessiva de sangue ou o corte acidental de outros órgãos. A combinação de equipamentos estéreis e afiados e sedação tornou o procedimento surpreendentemente calmo e confortável para a mãe.
Depois que o bebê era retirado, tinturas anti-sépticas e pomadas eram usadas para limpar a área e pontos eram aplicados. As mulheres raramente desenvolviam infecções, choque ou perda excessiva de sangue após uma cesariana e o problema mais comum relatado foi que demorava mais tempo para o leite materno descer (um problema que era resolvido com amigos e parentes que amamentariam o bebê).

Na Uganda, as cesarianas eram normalmente realizadas por uma equipe de curandeiros do sexo masculino, mas na Tanzânia e na RDC, elas eram tipicamente feitas por parteiras do sexo feminino.
A maioria das mulheres e bebês sobreviviam a isso, e quando questionados sobre isso por colonos europeus em meados do século XIX, muitas pessoas em Uganda e na Tanzânia indicaram que o procedimento tinha sido realizado rotineiramente desde tempos imemoriais.
Isso foi em um momento em que os europeus mal haviam começado a imaginar que deviam lavar as mãos antes de realizar a cirurgia, quando quase metade das mulheres européias e americanas morriam no pós parto e quando quase 100% das mulheres européias morriam quando a cesárea era realizada. Explicações detalhadas das cesarianas ugandenses foram publicadas globalmente em revistas acadêmicas na década de 1880 e ajudaram o resto do mundo a aprender como salvar mães e bebês com complicações mínimas. 

-Juniper Russo -https://www.nlm.nih.gov/exhibition/cesarean/part2.html (uma breve história da cesárea). Neste link estão os mesmos relatos desta postagem, a fonte é de extrema confiança sendo da biblioteca nacional de Medicina dos Estados Unidos da América. Em português: https://www.google.com/amp/s/www.portalsaofrancisco.com.br/biologia/parto-cesariana. Em ambos links eles citam o periódico de origem: "Edinburgh Medical Journal, volume 20, abril de 1884, páginas 922-930".

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